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O COLABORADOR – Demissão

Como se demite um colaborador com mais de 6 anos de empresa? O processo demissional em si mesmo não é algo tão simples. Mas ainda observamos empresas e gestores que têm o desejo de se “livrar” o mais rápido possível daquela pessoa que, segundo sua “avaliação”, não contribui mais para a corporação ou que, de acordo com o momento, é um ativo demasiadamente caro para sua manutenção. Vamos analisar brevemente um caso real.

O colaborador no caso fazia parte da área de RH. Mas interessante é que no início da empresa (isso mesmo, ele fez parte da sua formação) era aquela pessoa “pau para toda obra”. Era a pessoa responsável pelas áreas de Compras, Finanças, RH (claro), enfim, todas funções administrativas eram realizadas por ele. Praticamente 2 anos nessas atividades e depois a empresa passa por uma alteração profunda, se une a outra empresa que anteriormente era do mesmo sócio. Enfim, aqui adivinha-se o que aconteceu. Nessa outra empresa já existiam obviamente colaboradores de áreas como Finanças e Compras, por exemplo. Mas o interessante vem agora.

Com o tempo esse colaborador “perde” algumas de suas atividades, mas mantém sua disposição em colaborar. Mantém funções importantes na empresa (principalmente as relacionadas a RH). E vai indo. Mais algum tempo se passa. A empresa (entre baixos e altos) enfrenta a crise mas sofre baixas, reduções e tudo aquilo que sabemos que acontece nesses momentos. O colaborador em questão aceita reduzir, em todo esse período, 50% dos seus ganhos sem redução de tempo disponibilizado para a empresa. Para muitos aí vai um sinal claro de comprometimento, que deseja realmente colaborar e continuar. Mas não é o bastante.

Depois de mais alguns meses o presidente da empresa o chama, na hora do almoço, para a sua sala. Sem muitas palavras menciona a dispensa e agradece o tempo em que o colaborador ficou lá. A conversa em si não durou 5 minutos. O motivo da dispensa: redução de custo. Em certo momento o presidente atende o telefone e menciona para alguém: “pode subir aqui na minha sala, sem problema, estou terminando um ‘negócio’ mas vem aqui sim”. A pessoa sobe imediatamente e o colaborador acaba dispensado da sala, da empresa e de uma visão de que tempo de empresa, esforço, disposição e colaboração são coisas valiosas e que são consideradas de forma humana em um momento desses.

A demissão é um processo normal, faz parte do negócio, um direito da empresa e do colaborador. Mas como deve ser realizada? Nota-se despreparo entre os gestores. Falta sentimento, se colocar na situação da pessoa que está sendo demitida. Um local apropriado, falar o motivo real do “desligamento” (que no caso o próprio colaborador sabia que não era aquele por fazer parte das áreas Financeira e de RH da empresa) e as palavras certas podem fazer a diferença para quem foi demitido. Empresas grandes possuem treinamentos, capacitação, atualização, enfim, todo um contexto que ajuda seus líderes a, teoricamente, não cometerem erros assim. Mas e gestores de empresas menores, como se preparam para um momento desses?

Não vivemos em um mundo ideal. Todos erramos. Mas podemos melhorar, não podemos?

O COLABORADOR – Fazer diferente

Uma coisa que se ouve muito é que precisamos fazer mais e melhor. Fazer diferente, ou seja, com mais agilidade, rapidez, eficiência, etc. Mas só isso não basta. Se fosse somente isso seríamos simples máquinas, produzindo, entregando, cumprindo e assim por diante. Pessoas não são assim, tem sentimentos, são seres pensantes, de raciocínio, que usam a tecnologia a seu favor.

Valorizar as diferenças é valorizar o potencial de cada um. “Explorar” o sentido único das pessoas em colaborar com as atividades que lhes foram atribuídas. Pense:  em uma empresa, quem pode fazer mais? Alguém com formação, Pós Graduação, ou uma outra pessoa com conhecimentos mais técnicos, adquiridos mais com a experiência prática? Certamente temos vários casos assim do nosso lado nas corporações. Ambos vão entregar resultados diferentes, talvez até inesperados, mas certamente com grande potencial de agregar valor ao negócio. Isso porque somos únicos, distintos, seres humanos com chance e oportunidades de sempre usarmos aquilo que temos, nosso raciocínio lógico, experiências e sentimentos, para surpreendermos positivamente quem está ao nosso lado.

Gestor: você está preparado para “explorar” a individualidade e potencial de cada um na sua equipe?

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